PAI
PARTISTE: FIQUEI SEM TUA AMIZADE.
PERDI O MEU MELHOR AMIGO.
E NESTA DOR QUE FICARÁ COMIGO
QUERO RECORDAR-TE, PAI, COM SAUDADE!
ENTRE NÓS NÃO HOUVE AQUElA DESPEDIDA...
FOI DEUS QUEM ASSIM QUIS E TE LEVOU.
MAS ESTE CORAÇÃO QUE SEMPRE TE AMOU
NÃO TE ESQUECE, ESTÁS EM DOCE GUARIDA.
SOFRESTE MUITO. IMENSOS DISSABORES...
DEUS QUIS DAR POR CHEGADA A TUA HORA!
LEVANDO-TE DE UM MUNDO DE AMARGURA.
NO BEIJO DO ADEUS, MIMHAS DORES,
QUIS VER RESSUSCITADO NESSA HORA
QUEM ME DERA TANTO AMOR E TERNURA.
marvivo2
quarta-feira, 19 de março de 2014
sábado, 1 de março de 2014
VARINA FADISTA
Toda airosa e bonita
No seu vestido de xita
De rendas de mil cores
Vai a varina travessa
De canastra à cabeça
Enfeitada com flores
De rua em rua ligeira
Sem acusar canseira
Apregoando a cantar
O carapau e sardinha
Prateada e fresquinha
Acabada de pescar
Tem<peixe no coração >
Na alma nobre condão
De verdadeira artista
É o orgulho da gente
Que estima e sente
A sua varina fadista
No seu vestido de xita
De rendas de mil cores
Vai a varina travessa
De canastra à cabeça
Enfeitada com flores
De rua em rua ligeira
Sem acusar canseira
Apregoando a cantar
O carapau e sardinha
Prateada e fresquinha
Acabada de pescar
Tem<peixe no coração >
Na alma nobre condão
De verdadeira artista
É o orgulho da gente
Que estima e sente
A sua varina fadista
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
O PESCADOR
A ÂNCORA QUE O PRENDE
À ANGÚSTIA DE ESTAR ALI...
CONSEGUE SEGURAR
A ÂNSIA E O SONHO,
A VONTADE DO QUERER GALGAR
P'RO VENTO, P'RO MAR...
E A SORTE TANTAS VEZES MADRASTA
DA ESPERANÇA,
QUE PARA A LUTA O ARRASTA
NÃO VENCE...
SEMPRE COM A MESMA CONFIANÇA
E DESCONFIANÇA,
QUE O AZUL NEGRO LHE ENSINOU,
O PESCADOR OLHA A VIDA
ATRAVÉS DAS AMEIAS DA MURALHA...
E, POR INSTANTES,
DENTRO DE SI, AVOLUMA-SE
A ESPERANÇA
NA LUZ DE UMA VELA ACESA,
DE UMA PRECE DIRIGIDA
À NOSSA SENHORA DOS NAVEGANTES.
(poemas sem algemas, R.L.)
À ANGÚSTIA DE ESTAR ALI...
CONSEGUE SEGURAR
A ÂNSIA E O SONHO,
A VONTADE DO QUERER GALGAR
P'RO VENTO, P'RO MAR...
E A SORTE TANTAS VEZES MADRASTA
DA ESPERANÇA,
QUE PARA A LUTA O ARRASTA
NÃO VENCE...
SEMPRE COM A MESMA CONFIANÇA
E DESCONFIANÇA,
QUE O AZUL NEGRO LHE ENSINOU,
O PESCADOR OLHA A VIDA
ATRAVÉS DAS AMEIAS DA MURALHA...
E, POR INSTANTES,
DENTRO DE SI, AVOLUMA-SE
A ESPERANÇA
NA LUZ DE UMA VELA ACESA,
DE UMA PRECE DIRIGIDA
À NOSSA SENHORA DOS NAVEGANTES.
(poemas sem algemas, R.L.)
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
palavras...
Palavras...palavras são letras
Aglomeradas;
São seiva que corre em nossas
Mentes cansadas...,
Enquanto existir AMIZADE
As palavras confortam,
Como duas mãos que se apertam;
Palavras cultivadas são como flores
Que nos lembram e falam d'amores;
Palavras cultivadas são AMIZADES
Seladas
Que nos aliviam as dores;
Palavras... palavras são todo um refrão;
Usemo-las, enquanto o silêncio não vem
Calar o coração!
Aglomeradas;
São seiva que corre em nossas
Mentes cansadas...,
Enquanto existir AMIZADE
As palavras confortam,
Como duas mãos que se apertam;
Palavras cultivadas são como flores
Que nos lembram e falam d'amores;
Palavras cultivadas são AMIZADES
Seladas
Que nos aliviam as dores;
Palavras... palavras são todo um refrão;
Usemo-las, enquanto o silêncio não vem
Calar o coração!
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Dia dos namorados
Aquele beijo,tão suave e terno,
Que me ofereceste,já na despedida,
Transformou em céu, o meu inferno;
Foi luz, que me prendeu à vida.
Hei-de guardá-lo,dentro do meu peito,
Como um tesouro, jóia fulgente!
Esse beijo, que recebi, com preito,
Há-de ser sentido, lembrado docemente.
O amor que irradiou da sua luz
Ilumina, vibra, enche e seduz,
O coração... todo o viver meu!
E quando minha alma, já desfalecida,
Aniquilada pela morte, deixar esta vida,
Há-de, esse beijo, comigo subir ao céu!
Que me ofereceste,já na despedida,
Transformou em céu, o meu inferno;
Foi luz, que me prendeu à vida.
Hei-de guardá-lo,dentro do meu peito,
Como um tesouro, jóia fulgente!
Esse beijo, que recebi, com preito,
Há-de ser sentido, lembrado docemente.
O amor que irradiou da sua luz
Ilumina, vibra, enche e seduz,
O coração... todo o viver meu!
E quando minha alma, já desfalecida,
Aniquilada pela morte, deixar esta vida,
Há-de, esse beijo, comigo subir ao céu!
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
o meu fado
As letras do meu fado
São poemas d'amor ausente
Melodias dum passado
Que o coração chora e sente.
São beijos lembrados,
Amarguras, dores sentidas;
Afago de abraços trocados,
Sonhos, promessas esquecidas.
As notas do meu fado
São lágrimas que chorar não sei;
Partituras do viver magoado,
Sombra dum amor que amei.
São boas e más recordações,
Horas que na vida vivi;
Pedaços de verdades e ilusões,
São os poemas que escrevi.
São poemas d'amor ausente
Melodias dum passado
Que o coração chora e sente.
São beijos lembrados,
Amarguras, dores sentidas;
Afago de abraços trocados,
Sonhos, promessas esquecidas.
As notas do meu fado
São lágrimas que chorar não sei;
Partituras do viver magoado,
Sombra dum amor que amei.
São boas e más recordações,
Horas que na vida vivi;
Pedaços de verdades e ilusões,
São os poemas que escrevi.
silêncio
O silêncio é um fantasma
Vestido de negro
Que inrrompe e assombra
As noites de solidão
Onde o pensamento se enrola
E desenrola
Nos escombros dos sonhos
Naufragados
Na maré da desilusão.
O silêncio é dor. É tristeza.
É mundo cruel de saudade
E de incerteza...
O silêncio é cheiro acre
E desabrido.
É cais onde tudo chega
De onde tudo parte
E só eu fico.
Vestido de negro
Que inrrompe e assombra
As noites de solidão
Onde o pensamento se enrola
E desenrola
Nos escombros dos sonhos
Naufragados
Na maré da desilusão.
O silêncio é dor. É tristeza.
É mundo cruel de saudade
E de incerteza...
O silêncio é cheiro acre
E desabrido.
É cais onde tudo chega
De onde tudo parte
E só eu fico.
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